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sábado, 25 de julho de 2009

Ideias para a comunidade

Neste ultimo sábado encontrei uma amiga que é formada em educadora de Infância ou algo envolvendo este saber.

Referiu ter enviado o CV para alguns jardins de Infância e as respostas dadas já em entrevistas foram no mínimo preocupantes. Desde o facto de oferecerem uma remuneração mensal muito aquém do esperado para alguém que se quer profissional e conhecedor da área, a “moldarem” desde logo que os pais aqui do sitio, entenda-se, com posses, eram especiais… Enfim, MAU… J Tudo isto aqui nas Colinas do Cruzeiro, Urbanização que ao que parece tem uns pais muito permissivos com as regras que os supostos Educadores de Infância e profissionais da área deveriam impor aos seus queridos filhos… O miúdos podem tudo… Se é que me entendem!

O que senti aqui, vi, revi noutros sítios por esta Lisboa fora, e porque não dizer, Portugal.

Bom, isto apenas para vos fazer perceber, que aqui onde habito, onde supostamente mora gente com alguma “formação Cívica”, se anda a criar monstrinhos…

Os miúdos de amanhã. Arrogantes, birrentos, egoístas… Imaginem o resto. E ainda faltam aqueles que por não terem nada, se tornam em proporções idênticas nos mesmos moldes egoístas, birrentos e arrogantes…

Toda a conversa com esta minha amiga me levou a fazer alguma reflexão sobre que tipo de gente e comunidade que nos rodeia a todos… Sobre todos os círculos que nos irão envolver, quais os tipos de interacção que nós, Políticos, e todos aqueles com responsabilidade na sociedade civil, precisaram de ter e criar para “educarmos” estes filhos dos “outros” mas filhos de Portugal. Será que esta gente conhece o sentido família, valores, limites? O preconceito de certeza que sim…

Como estou aqui a tentar desenvolver e definir temas para a campanha na Junta da Pontinha, situação análoga e transversal a quem aceitou mais um desafio a bem das comunidades locais e para o futuro da sociedade futura, gostaria que pudéssemos desenvolver algum saber, ou pelo menos indo debate-lo através “daqui”.

Eu acho o desafio tentador. Digam de vossa justiça.

quarta-feira, 23 de maio de 2007

Experiencia Irlandesa

Meus caros,

Para vos dar uma pequena ideia do que foi a Irlanda, escrevi estas linhas para terem uma percepção da realidade eleitoral (pelo menos da que eu enfrentei). Cada eleição é um momento separado, muito como as nossas eleições autárquicas.

A minha acção de campanha dividiu-se em duas partes: Campanha genérica (acções do Partido Trabalhista, envelopagem de cartas para vários candidatos) e Campanha para Candidatos a Deputados. A primeira não difere muito (na realidade, não difere nada) do trabalho que estamos habituados, portanto passemos à frente e centremos este texto na Campanha para Candidatos a Deputados.

A primeira pessoa para quem fiz campanha foi para Ruairí Quinn. Ruairí Quinn é o anterior Secretário Geral do Partido Trabalhista, um nome consagrado e respeitado na política irlandesa. Devo dizer também que foi, de longe, o mais profissional, não deixando nada ao acaso. Extremamente cordial com toda a gente, mantinha sempre a mesma pose estivesse a falar com jovens ou adultos, fossem mulheres ou homens. Sempre com o seu gravador de bolso, gravava a morada e o nome das pessoas com quem falava para posterior envio de uma carta para a pessoa em causa. Quando eu digo falava, é exactamente isso que quero dizer. A campanha é feita de maneira pessoal, no porta a porta, e é literal. Vamos em equipa bater à porta de casa das pessoas, e perguntamos se querem e têm tempo para falar com o Candidato e eventualmente colocar dúvidas para que este o possa esclarecer. Se as pessoas responderem que sim, que estão disponíveis, então o candidato avança para casa das pessoas, para as esclarecer. E é este o caso em que Ruairí Quinn grava a morada e o nome das pessoas para depois enviar uma carta de agradecimento pelo tempo e paciência demonstrados. Embora as previsões estivessem contra ele, quando saímos de lá parecia confirmado a sua eleição.

A segunda pessoa para quem fiz campanha foi para Joanna Tuffy. Joanna Tuffy é senadora (a câmara alta, mas na realidade menos poderosa que o parlamento, pois não pode fazer aprovar leis nem bloqueá-las, somente atrasá-las). Joanna tem uma batalha imensa pela frente, como se pode constatar. Isso mesmo pudemos constatar enquanto andámos no porta a porta a colocar panfletos de campanha nas caixas de correio. As pessoas que estavam em casa não pareciam especialmente “entusiasmadas” com o facto de sermos do Partido Trabalhista. O facto de ser uma zona com muita gente jovem (casais jovens, jovens pais) não prevê nada de bom para o futuro do Partido Trabalhistanesta constituinte, claramente com dificuldades de implementação, embora Joanna Tuffy seja também uma jovem mãe, bem dentro do espírito das pessoas que encontrámos. E embora ela esteja a efectuar um grande trabalho, temo que não esteja a conseguir penetrar na população.

Por fim, Dominic Hannigan. Dos três, o que tinha o quadro mais favorável. No entanto, não se deixou embriagar por isso, e está no terreno com uma grande equipa, fazendo quilómetros no porta a porta, e demorando o tempo que for necessário para responder a todas as perguntas que lhe fazem, o que obriga a que a sua equipa esteja ainda mais preparada para “aguentar” as pessoas até ele chegar. Extremamente dinâmico, conseguiu reunir uma equipa altamente motivada e trabalhadora, bem à sua imagem. É, de todos os que conheci na Irlanda, o que melhor representa o futuro do Partido Trabalhista, e se não se deixar enveredar pelo jogo político, não me admirava que pudesse vir a representar muito quer no Partido Trabalhista, quer na própria Irlanda. Em comparação com outros jovens do Partido Trabalhista, Dominic Hannigan é muito mais dinâmico, mais independente, (pareceu) mais politicamente valioso e mais líder. Tudo indica que vá chegar ao Parlamento.

Em suma, três candidatos, três experiências completamente distintas. Os dados estão lançados. Amanhã, 24-05-2007, são as eleições. No dia seguinte já se deve saber os resultados.

Quanto à nossa mais valia, ela foi clara. Mais notória no caso de Joanna Tuffy, menos (provavelmente) no de Dominic Hannigan, mas em todos o impacto foi positivo, e a ajuda importante. É algo que tende a ser cada vez mais importante, e que aconselho vivamente a quem queira viver a política europeia na sua plenitude.

Valeu a pena!